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Setembro Amarelo: um retrato sobre o Suicídio
24 de setembro de 2021 às 8:30
Setembro Amarelo: um retrato sobre o Suicídio

O Poder Judiciário da Bahia (PJBA), por meio da Coordenação de Saúde Ocupacional (Cosop), promove reflexões e ações voltadas para a conscientização da prevenção do suicídio, especialmente, neste mês da Campanha Setembro Amarelo.

No artigo abaixo, a Coordenadora de Saúde Ocupacional, a médica Diana Vincis, fala sobre questões como mitos, fatores de risco e incidência do suicídio. A Cosop oferece o serviço de acolhimento psicológico para magistrados e servidores do PJBA.

O mês de setembro foi escolhido para a campanha porque, desde 2003, o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

Setembro Amarelo: Um retrato sobre o Suicídio

Diana Vincis, Coordenadora de Saúde Ocupacional do PJBA

O suicídio representa um sério problema de saúde pública em todo mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio esta entre dez causas mais frequentes de óbito, sendo a terceira entre pessoas de 15 – 44 anos. Os índices de suicídio vêm crescendo significativamente nas ultimas cinco décadas, chegando a 16 casos / 100 mil habitantes, cerca de uma morte a cada 40 segundos em todo mundo.

Quem nunca ouviu algo do tipo:

“Quem quer se matar mesmo, não fica só tentando…” ou “Quem fica ameaçando, geralmente, não se mata…”

Na verdade, estudos realizados em diferentes partes do globo, mostram que indivíduos com histórico de tentativa de suicídio anterior, têm risco muito maior de tentar, por mais de uma vez, se comparado com a população geral, chegando esse a ser considerado o principal fator de risco para uma tentativa de suicídio efetiva. Estima-se que as tentativas de suicídio sejam pelo menos 20 vezes mais frequentes do que os suicídios consumados. Aproximadamente, 2% das pessoas que tentaram suicídio morrem por esse motivo no ano seguinte à tentativa, aumentando esse risco no passar dos anos.

Os extremos de idade (jovens e idosos) constituem o grupo de maior risco de morte por suicídio. Risco que, se associado a um suporte social frágil, chega a ser oito vezes maior do que em outras faixas etárias. Embora as tentativas de suicídio registradas em serviços de saúde sejam mais frequentes entre as mulheres, o número de mortes registrado por suicídio é maior entre homens. Uma das explicações possíveis para esses números são as formas mais escolhidas por homens e mulheres para atentar contra a vida: enquanto homens tendem a preferir métodos mais violentos, como arma de fogo e enforcamento, mulheres optam com mais frequência por intoxicações medicamentosas.

Texto publicado: Ascom PJBA