Ouvir e anotar rapidamente tudo aquilo que é dito por alguém. Difícil, não? É isso o que faz a taquigrafia. Tipo de escrita desenvolvido para ser tão rápido quanto a fala, ela usa símbolos especiais para registrar diálogos. No Dia Nacional do Taquígrafo (3), nada mais justo que falar sobre esse trabalho que, durante muito tempo, garantiu o registro de toda a atividade nas sessões de julgamento do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA).
De acordo com levantamentos bibliográficos, historiadores divergem sobre a origem da taquigrafia, entretanto, sabe-se que ela existe desde a antiguidade. No Brasil, em 1822, o método Taylor de taquigrafia foi propagado por Isidoro da Costa Oliveira, com a colaboração do então Ministro do Reino, José Bonifácio de Andrada e Silva. O Ministro foi o responsável ainda pela introdução da taquigrafia no parlamento brasileiro, instituída oficialmente em 3 de maio de 1823 para funcionar na primeira Assembleia Constituinte.
No TJBA, não há informações sobre uma data precisa acerca do início do uso da taquigrafia no Órgão. Os registros mais antigos encontrados hoje no setor, e agora digitalizados, remetem ao ano de 1979. Membros mais antigos da equipe relembram que no início dos anos 80 o Tribunal chegou a contar com até 12 taquígrafos.
Novos rumos – Os avanços tecnológicos modificam a atuação dos profissionais da área no TJBA. Anteriormente, os taquígrafos costumavam acompanhar e registrar todas as sessões do 2º Grau, realizando as transcrições quando solicitadas. Agora, com a possibilidade de gravação de áudio e vídeo, há o enfoque na transcrição.
“O taquígrafo foi incorporado ao novo sistema e o áudio, que antes era o suporte, passou a ser a origem da transcrição, otimizando o processo”, explicou Ive Alencar, à frente da Seção de Taquigrafia.
A mudança, no entanto, não diminui a importância do profissional, conforme explicou a Taquígrafa Hosana Célia de Freitas. Segundo a Servidora, a experiência e as técnicas empregadas no processo permitem auxiliar em momentos nos quais, por exemplo, o áudio ou o vídeo apresentem problemas que dificultem a compreensão.