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Estrutura

O QUE SÃO OS JUIZADOS ESPECIAIS?

Os Juizados Especiais nasceram dos chamados Juizados de Pequenas Causas, criados na década de 80 com a finalidade de facilitar o acesso da população à Justiça. Inspirados em modelos internacionais, esses juizados foram pensados para resolver conflitos de menor complexidade de forma rápida, simples e sem burocracia. A ideia era permitir que qualquer cidadão pudesse buscar seus direitos sem precisar de um advogado, especialmente em casos de menor valor econômico.

Com a Constituição Federal de 1988[1], os Juizados Especiais passaram a ter previsão legal, sendo regulamentados posteriormente pela Lei nº 9.099/1995, chamada de Lei dos Juizados Especiais[2]. Essa lei estabeleceu os princípios que orientam o funcionamento dos juizados: oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade.

A principal finalidade dos Juizados Especiais é resolver conflitos de forma rápida e eficiente, evitando processos longos e complexos. Eles tratam de causas cíveis de menor valor (até 40 salários-mínimos), infrações penais de menor potencial ofensivo e questões envolvendo a Fazenda Pública com valores até 60 salários-mínimos. O processo é mais simples, muitas vezes dispensando a presença de advogados e priorizando a conciliação entre as partes.

Na Bahia, a Lei Estadual 7.033, de 06 de fevereiro de 1997, disciplinou o Sistema dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais e está em vigor até os dias atuais.

A criação dos Juizados Especiais da Fazenda Pública[3] permitiu a desburocratização dos processos de menor complexidade que envolvem os entes públicos.

Os Juizados Especiais são uma importante ferramenta para garantir que todos tenham acesso à Justiça. Eles representam uma forma democrática de resolver problemas cotidianos, como cobranças, acidentes de trânsito sem vítimas, questões de vizinhança e pequenas causas criminais.

Com atendimento mais ágil e menos burocrático, os juizados ajudam a promover a paz social e a confiança da população no sistema judiciário.


[1] Constituição da República Federativa do Brasil, art. 29, inciso IX

[2] Lei Federal nº 9.099, de 26 de setembro de 1995

[3] Lei Federal nº 12.153, de 22 de dezembro de 2009


ESTRUTURA DOS JUIZADOS ESPECIAIS NA BAHIA

Atualmente, os juizados especiais são responsáveis pelo julgamento de mais de 500.000 processos anualmente na Bahia.

Para gerir a robusta estrutura judiciária responsável por estes resultados, o Sistema dos Juizados Especiais está dividido em Estrutura Administrativa e Estrutura Judicante.

A Estrutura Judicante é responsável pelo recebimento dos processos, tramitação e julgamento das causas.

A Estrutura Administrativa é responsável pela gestão de recursos humanos, gestão da infraestrutura física e de sistemas, uniformização de procedimentos e suporte operacional necessário ao bom funcionamento das unidades judicantes.


ESTRUTURA ADMINISTRATIVA

A Coordenação do Sistema Juizados Especiais – COJE é órgão de supervisão administrativo-gerencial dos Juizados, que tem como função primordial o acompanhamento e melhoria dos serviços prestados pelas unidades do Sistema dos Juizados Especiais.

Clique aqui para ler mais sobre a COJE.

O Conselho Superior dos Juizados Especiais é órgão colegiado, composto de 03 (três) Desembargadores, indicados pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, ao qual cabe sugerir as políticas administrativa e legislativa aplicáveis no Sistema dos Juizados Especiais.

Clique aqui para ler mais sobre o Conselho.

O Colégio de Magistrados dos Juizados Especiais tem como finalidade congregar seus juízes, de modo a fomentar a discussão dos problemas frequentes e inerentes à função judicante e dos próprios Juizados, em busca de soluções que assegurem a observância dos princípios e a melhoria dos serviços prestados.

Clique aqui para ler mais sobre o Colégio.

Além disso, para apoiar o cidadão na distribuição de processo sem advogado, o Tribunal conta com os Serviços de Atendimento Judiciário – SAJ, localizados na Capital e no Interior. Através dos SAJs, o cidadão pode atermar queixa, solicitar certidão e obter informações diversas sobre os serviços do Poder Judiciário.

Clique aqui para acessar os SAJs.


ESTRUTURA JUDICANTE

Os Órgãos Judicantes são responsáveis pelo recebimento, análise e julgamento de processos.

Na Bahia, existem varas especializadas em processos dos juizados especiais em Salvador e em todas as Comarcas de entrância final e intermediária.

Clique aqui para ver a lista de Varas Especializadas dos Juizados Especiais da Capital

Clique aqui para ver a lista de Varas Especializadas dos Juizados Especiais do interior

Na Comarcas menores, de entrância inicial, as unidades da justiça comum são responsáveis pelos processos dos juizados especiais (denominados juizados adjuntos).

Clique aqui para ver a lista de Juizados Adjuntos

Como instância recursal, temos 6 Turmas Recursais, que são órgãos compostos por 3 Juízes de Direito. As Turmas Recursais estão situadas na Capital, mas atendem às demandas de todo o estado.

Além disso, existem dois órgãos colegiados recursais: Turma de Uniformização de Jurisprudência e Turma de Admissibilidade de Recursos Extraordinários. Ambas estão regulamentadas na Resolução TJBA nº 02/2021.

Na Capital, os Juizados se dividem em razão da matéria a ser discutida, da seguinte forma:

– Juizados de Causas Comuns (08 unidades)
– Juizados de Defesa do Consumidor (20 unidades)
– Juizados de Trânsito (01 unidade)
– Juizados Criminais (06 unidades)
– Juizados de Fazenda Pública (02 unidades)

No Interior, os juizados são responsáveis por todas as ações previstas na Lei dos Juizados, sem distinção da matéria, tendo a seguinte distribuição:

– 62 Juizados Especiais

– 186 Juizados Adjuntos, que englobam as competências Cíveis, Criminais e da Fazenda Pública


INDICADORES

Os Juizados Especiais contam com mais de 100 Juízes de Direito, dedicados à análise e julgamento dos processos em todo o Estado da Bahia.

São aproximadamente 1.190 servidores, 310 conciliadores e 340 juízes leigos trabalhando no propósito de fortalecer o Sistema dos Juizados Especiais e concretizar os resultados tão significativos e essenciais para a sociedade.

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