O último dia de programação do Encontro Nacional de Tecnologia e Inovação da Justiça Estadual (Enastic) foi marcado por palestras, painéis e relatos de casos na área de inovação e tecnologia da informação. Organizado em parceria entre o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) e o J.Ex – programa executivo voltado a lideranças do ecossistema de Justiça -, o evento reuniu, ao longo de três dias, gestores públicos e especialistas de mercado no debate sobre as potencialidades e os desafios do uso da inteligência artificial e de outras tecnologias na transformação do Judiciário.
A Presidente do TJBA, Desembargadora Cynthia Maria Pina Resende, participou dos três dias da programação. Após conduzir a abertura na segunda-feira (28/04) e apresentar um painel na terça-feira (29/04), a magistrada assistiu às palestras no auditório do Hotel Deville Prime nesta quarta-feira (30/04).
Neste último dia do evento, o Secretário de Tecnologia da Informação e Modernização do TJBA, Ricardo Neri, e o Diretor de Sistemas, Fábio Martins, subiram ao palco para apresentar o caso de sucesso do AxéLab, o Laboratório de Tecnologia e Inovação do Tribunal de Justiça da Bahia.
Estruturado em 2024, o laboratório já rendeu ao Tribunal baiano o 2º lugar nacional na categoria “Tecnologia Judicial Inovadora”, durante a primeira edição do Prêmio Inovação do Poder Judiciário, realizada em setembro do ano passado. O reconhecimento veio com o Sistema Oxóssi (atual Sistema Oxe), uma ferramenta de Inteligência Artificial desenvolvida pelo TJBA para otimizar a busca e a análise de peças processuais.
Também por parte do TJBA, os servidores Henrique Roma, Diretor de Infraestrutura de TIC, e Gustavo Barbosa, Assessor de Segurança da Informação, apresentaram o tópico “Gestão Contínua do Risco Cibernético”.
Ao longo deste dia, a programação do Enastic incluiu o painel “Tecnologias Exponenciais e o impacto nos Tribunais de Justiça”, que reuniu representantes de Tribunais de Justiça para discutir o impacto das tecnologias nas suas relações. Já a palestra de Augusto Niche Teixeira, Doutor em Educação, abordou o tema “Inovação na velocidade da IA”.
A agenda seguiu com especialistas de mercado e cases como: “Parceria estratégica de TI, com soluções acessíveis, adaptáveis e descomplicadas”; “Criação do Gabinete de Transformação Digital do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP)”; e “A revolução do sistema judiciário brasileiro com IA Generativa: otimizando audiências e processos”.
O neurocientista Leandro Mattos, CEO da CogniSigns e membro do corpo docente da SingularityU Brasil com foco em Neurociências e Tecnologia, encerrou o evento com uma palestra sobre “Inteligência Artificial na Prática”.
Esta foi a 12ª edição do Enastic, a primeira na Bahia. Sua realização se alinha às diretrizes da Presidência do TJBA no biênio 2024-2026, especificamente a de fomentar a inovação e utilizar tecnologias de modo a agilizar e melhorar a prestação jurisdicional e a qualidade das decisões judiciais; e a de estabelecer parcerias estratégicas com organizações governamentais, não governamentais e acadêmicas, a fim de promover a inovação, compartilhar recursos e fortalecer as capacidades da instituição.
“Muito obrigada pela presença de todos. O melhor de tudo foi esse congraçamento de pessoas que querem construir um Poder Judiciário melhor. Eu, apesar de entender pouco de inteligência artificial, enxergo, nela, uma grande possibilidade de nos ajudar a fazer um Poder Judiciário melhor no Brasil, de atender melhor os cidadãos. Espero que vocês tenham aproveitado”, afirmou a Desembargadora Cynthia Resende, em tom de agradecimento.
O Secretário de Tecnologia da Informação e Modernização do TJBA, Ricardo Neri, enalteceu o espírito de colaboração como legado do Enastic. “Além de todo o conteúdo de painéis e debates, o que mais marca nesse tipo de evento são as conexões criadas. Nada melhor do que um ambiente propício para trocar experiências entre Tribunais de Justiça do país inteiro aqui reunidos com esse propósito de transformar a Justiça com inovações tecnológicas e em um ambiente cada vez mais colaborativo, em que cada Tribunal possa contribuir para o ecossistema sem que todos desenvolvam soluções repetitivas. Este é o recado que fica deste grande evento”.

