O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) promoveu no Fórum Ruy Barbosa, a solenidade comemorativa e simbólica de posse da nova Mesa Diretora do biênio 2026/2028. O ato reuniu familiares, magistrados, servidores e autoridades. Durante o rito, cada integrante foi conduzido ao Salão Nobre por colegas Desembargadores escolhidos como forma de representar a união entre os magistrados e de apadrinhar o início da nova jornada administrativa na Corte mais antiga das Américas, ressaltando a dimensão humanística do momento. As entradas foram embaladas por trilhas musicais selecionadas pelos empossados e acompanhadas por discursos que explicitam compromissos, valores e expectativas para a gestão que se inicia.
A composição da Mesa Diretora do TJBA para o biênio 2026–2028 reúne trajetórias diversas, oriundas de diferentes regiões do estado e marcadas por experiências no primeiro e no segundo graus, na gestão judiciária e em órgãos nacionais. Ao iniciar oficialmente seus trabalhos, os novos dirigentes assumem a honra de conduzir a administração do Judiciário baiano nos próximos dois anos, com expectativas voltadas ao fortalecimento institucional e à continuidade dos serviços prestados à sociedade.
Conheça os membros da nova gestão:
Presidente do TJBA, Desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano

Natural de Santa Inês, cidade centenária do Vale do Jiquiriçá, que, atualmente, possui um pouco mais de 10 mil habitantes, é formado em Direito pela Faculdade de Direito de Ilhéus e iniciou sua trajetória no Ministério Público da Bahia em 1984, atuando como Promotor de Justiça em diversas comarcas do interior e da Região Metropolitana. Em 2013, tomou posse como Desembargador do TJBA e, desde então, exerceu funções administrativas de destaque, como a Presidência do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, a Corregedoria-Geral da Justiça e a coordenação de fóruns nacionais ligados à regularização fundiária.
Em fevereiro de 2024, passou a integrar o Conselho Nacional de Justiça, tornando-se o primeiro magistrado oriundo do TJBA a ocupar o cargo, experiência que agora leva à Presidência da Corte baiana em um momento de transição institucional e de definição das prioridades do novo biênio.
Conduzido pelas Desembargadoras Maria do Socorro Habib e Soraya Moradillo, entrou ao som de “Força Estranha”, música que dialoga com a simbologia do instante e com a ideia de missão pública que marcou sua fala: “Nós somos passageiros, todavia a Corte permanece. Razão pela qual acredito que a premissa maior para uma gestão deve ser o cuidado pelo seu bom funcionamento, pela sua imagem, pela sua credibilidade. Sou servidor público por vocação, me realizo cuidando de gente. Ser partícipe dessa obra me preenche como pessoa, o que me impulsiona a liderar o Poder Judiciário baiano com altivez”.
1º Vice-Presidente, Desembargador Josevando Souza Andrade

Nascido em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, formou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia e possui especializações em Direito Processual Civil, Direito Civil e Processo Civil. Ingressou na magistratura em 1980 e construiu uma carreira de mais de quatro décadas, tendo sido, até 2022, o juiz com maior tempo de atuação no primeiro grau das entrâncias especiais do Tribunal.
Promovido a Desembargador por merecimento em 2022, passou a integrar câmaras cíveis, o Órgão Especial, a Seção de Direito Privado e o Tribunal Pleno.
Acompanhado pelos Desembargadores Nilson Soares Castelo Branco e Maurício Kertzman Szporer, entrou ao som de “Deixa a Vida me Levar”, escolha que imprimiu seu bom humor característico ao momento e refletiu a satisfação em assumir a nova função, além do propósito de dar continuidade ao trabalho administrativo desenvolvido em gestões anteriores. “Nós tivemos duas recentes administrações de muito mérito, que elevaram o nome do Tribunal de Justiça da Bahia, e nós queremos fazer mais. Nossos projetos são para realmente realizar uma administração diferenciada, que traga mais resultados para as comunidades do Estado da Bahia”.
2º Vice-Presidente, Desembargador Mário Augusto Albiani Alves Júnior:

Nasceu em Salvador, em 1967, graduou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia e ingressou na magistratura em 1990, aos 23 anos, aprovado em terceiro lugar no concurso público. Apesar da juventude à época, acumulou décadas de experiência e conhecimento, refletidos em sua atuação em áreas estratégicas do Tribunal e na condução de políticas judiciárias, especialmente na judicialização da saúde, com participação em comitês estaduais e nacionais do CNJ.
Promovido a Desembargador em 2015, exerceu funções como a Presidência da 1ª Câmara Cível, a Direção-Geral da UNICORP e a coordenação de comissões voltadas à modernização institucional.
Conduzido pelas Desembargadoras Maria de Lourdes Pinho Medauar e Cynthia Maria Pina Resende, entrou ao som da “Oração de São Francisco”, escolha que dialogou com sua própria fala ao projetar uma gestão pautada por união, propósito e expectativas de conquistas coletivas: “É um momento de muita alegria e com os olhos voltados para o futuro de uma gestão que entendemos que será promissora, focada em seus propósitos. Desde segunda-feira, já estamos envolvidos no trabalho e o Desembargador Rotondano, com seu jeito simples e objetivo, tem buscado sempre a unidade”.
Corregedor-Geral da Justiça, Desembargador Emílio Salomão Pinto Resedá:

Bacharel em Direito pela Universidade Federal da Bahia, possui especializações em Ciências Criminais, Processo Civil e Direito do Estado e é Desembargador desde 2011. Magistrado mais antigo a integrar a atual Mesa Diretora, desde 2011, exerceu a Corregedoria das Comarcas do Interior e coordena atualmente a Coordenadoria da Infância e da Juventude, além de ter atuado por 16 anos como Juiz da Infância e da Juventude em Salvador, consolidando uma carreira fortemente associada à proteção de crianças e adolescentes.
Professor universitário e integrante de organismos nacionais voltados à defesa desses direitos, ingressou na solenidade acompanhado pelos Desembargadores Jatahy Fonseca Júnior e Roberto Maynard Frank, ao som do Hino à Beata Dulce dos Pobres, música que representa sua trajetória dedicada a públicos vulneráveis, também marcados pela atuação social da religiosa baiana. Em sua manifestação, definiu o início da gestão como: “O primeiro passo de uma grande caminhada em prol da eficiente prestação jurisdicional e em benefício de todos os jurisdicionados”.
Corregedora-Geral do Foro Extrajudicial, Desembargadora Pilar Célia Tobio de Claro:

Natural de Salvador, é bacharel em Direito pela Universidade Católica do Salvador e possui pós-graduações em Direito Processual Civil e Relações de Consumo. Ingressou na magistratura em 1988, passou por diversas comarcas do interior e da capital e ascendeu ao Tribunal de Justiça da Bahia em 2015. Eleita para a nova função, inédita na estrutura da Mesa Diretora, será responsável por coordenar e fiscalizar as atividades das serventias extrajudiciais do estado, abrindo precedente institucional para os próximos biênios.
Conduzida pelas Desembargadoras Maria da Purificação da Silva e Lisbete Maria Teixeira Almeida Cézar Santos, entrou ao som instrumental de “Imagine”, música associada a ideias de inspiração e construção de novos caminhos, em sintonia com o fato de inaugurar o cargo e estabelecer parâmetros para aqueles que futuramente venham a exercê-lo. Em sua fala, ressaltou: “É um privilégio ser a primeira corregedora do foro extrajudicial. Trabalhar naquilo que se gosta é um presente, e hoje recebo esse presente ao poder assumir essa missão”.
Confira a transmissão da solenidade no canal do Poder Judiciário no Youtube e as fotos online.