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Síndrome de Down: uma questão de oportunidade
21 de março de 2019 às 16:28
Síndrome de Down: uma questão de oportunidade

No Dia Internacional da Síndrome de Down, a Comissão de Acessibilidade e Inclusão do TJBA, liderada pelo Desembargador Julio Travessa, vem lembrar a palavra de ordem: oportunidade! A síndrome de Down não deve ser considerada como uma doença e, se anos atrás a pessoa com Down tinha pouco acesso aos cuidados, tecnologias e ao convívio social, hoje, tudo mudou!

“Hoje temos artistas, vendedores, garçons, cantores e profissionais das mais diversas áreas com Síndrome de Down, o que ressalta a capacidade dessas pessoas e seu direito à inclusão social plena, respeitados o seu tempo e modo de ser”, pontua a Juíza Cláudia Panetta, integrante da Comissão de Acessibilidade.

Os estímulos devem vir desde cedo. Bebês com a síndrome precisam dos mesmos cuidados que bebês comuns: visitas ao pediatra, amamentação exclusiva, vacinação, introdução de alimentação sólida para estimular o desenvolvimento do cérebro com vitaminas e aminoácidos contidos nos alimentos.

O acompanhamento e os estímulos para o desenvolvimento motor e intelectual, no entanto, devem ser feitos com ainda mais disciplina, justamente para assegurar que as potencialidades dessa criança sejam, de fato, desenvolvidas. O objetivo deve ser sempre habilitá-la para o convívio e a participação social. Então, diante das necessidades específicas de saúde e aprendizagem, é importante a assistência profissional multidisciplinar e atenção permanente dos pais.

“Quanto mais cedo tiver oportunidade de desenvolver suas potencialidades, mais chance de inserção no mercado de trabalho”, acrescenta Panetta.

O ambiente de trabalho ajuda os indivíduos a ganhar responsabilidade e estabelecer relacionamentos, criando vínculos. Além disso, favorece o desenvolvimento de habilidades cognitivas, mecânicas e de adaptação a diferentes situações, inclusive na vida pessoal. Para a pessoa com Down não é diferente.

Conforme explica o Movimento Down, fazer parte do mundo do trabalho fortalece o sentido de cidadania de jovens e adultos e, no caso de pessoas com síndrome de Down, as próprias famílias acabam se surpreendendo com mudanças de atitude, uma vez que elas se tornam mais independentes e capazes.

Dentro desse contexto, é fundamental compreender que o profissional com síndrome de Down ou qualquer outra deficiência intelectual, é um ser humano com particularidades e potencialidades. “Devemos olhar para essas pessoas com olhar de oportunidades e assim descobriremos que são seres humanos tão incríveis quanto qualquer um de nós, com diversas habilidades!”, conclui a Magistrada.

A Comissão – O Tribunal de Justiça da Bahia entende que, como órgão de importante papel social, deve dar visibilidade às questões de acessibilidade e inclusão, garantindo os direitos dos cidadãos. Criada em 2018, pelo Desembargador Presidente Gesivaldo Britto, a Comissão de Acessibilidade e Inclusão do TJBA vem realizando ações de mapeamento dos edifícios que compõem o Tribunal para avaliar a acessibilidade, feiras, palestras de conscientização para Magistrados e Servidores, além de representar a Corte perante outros órgãos e colaborar para a visibilidade da questão de inserção social das pessoas com deficiência.

Também compõem o grupo, além do Presidente da Comissão, Desembargador Julio Travessa, e da Juíza Cláudia Panetta, as Juízas Rita Ramos e Maria do Rosário Passos da Silva Calixto, e os Magistrados Rilton Goés Ribeiro e Paulo Alberto Nunes Chenaud.

Texto publicado: Ascom TJBA