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TJ investe no talento de jovens por meio do Programa Jovem Cidadão
7 de junho de 2011 às 19:25
TJ investe no talento de jovens por meio do Programa Jovem Cidadão

TJ investe no talento de jovens por meio do Programa Jovem Cidadão  O estudante de terceiro ano do ensino médio, Felipe Santos Silva, 17 anos, aluno do Instituto Central de Educação Isaías Alves (Iceia), não se contentava de alegria.

O garoto estava entre os 200 jovens que participaram, nesta terça-feira (7/6), no auditório do Tribunal de Justiça, da aula-inaugural do Programa Jovem Cidadão.

A iniciativa, que busca dar a primeira chance no mercado de trabalho, é uma parceria entre o Tribunal de Justiça, a Secretaria da Administração do Estado da Bahia, a organização não-governamental Voluntárias Sociais, o Ministério Público do Trabalho, o Ministério Público Estadual e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego da Bahia.

Os jovens, entre 15 e 21 anos e considerados em situação de risco social, vão atuar em unidades do Tribunal de Justiça como aprendizes de assistente-administrativo.

Compuseram a Mesa da aula inaugural a presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Telma Britto; a presidente das Voluntárias Sociais, primeira-dama do Estado Fátima Mendonça; o secretário Estadual da Administração, Manoel Vitório Filho; a procuradora do Trabalho, Sandra Faustino; e a promotora de Justiça, Márcia Guedes.

“É uma satisfação contribuir na inserção desses jovens e adolescentes no mercado de trabalho. O Tribunal conta com a parceria desses meninos e meninas para a melhoria da prestação jurisdicional”, disse a desembargadora, salientando o papel da instituição na garantia do direito à cidadania.

TJ investe no talento de jovens por meio do Programa Jovem Cidadão


Já a presidente das Voluntárias Sociais, agradeceu ao Tribunal de Justiça por proporcionar aos jovens a chance da primeira relação com o mercado de trabalho. O Jovem Cidadão aposta na inclusão social dos jovens e, consequentemente, de suas famílias”, completou a primeira-dama.

O secretário da Administração, Manoel Vitório, lembrou da grande oportunidade que está sendo dada a todos eles. “Imaginem daqui a dois anos, quando esses meninos forem para uma entrevista e apresentarem em seus currículos que já foram funcionários da Justiça baiana?”.

A procuradora do Trabalho e coordenadora de Combate ao Trabalho Infantil e Regularização do Trabalho Adolescente, Sandra Faustino, enfatizou que esse tipo de projeto traz grande benefícios na relação empregador e empregado.

“Temos no Brasil 486 mil jovens e crianças que trabalham de forma irregular. Desses, 300 mil são adolescentes”, afirmou. “Iniciativas como a do Jovem Cidadão proporcionam a essa garotada a condição de melhorarem de vida”.

A promotora Márcia Guedes também falou sobre a importância do programa em inserir os jovens no mercado de trabalho.

“Essa fase, dos 14 aos 22 anos, é o momento das descobertas. E projetos como o Jovem Cidadão nos faz acreditar que podemos mais e precisamos investir mais nas nossas crianças”.

Após a cerimônia, a auditora do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, Marli Costa, proferiu uma palestra sobre leis e e direitos dos jovens e adolescentes aprendizes.

TJ investe no talento de jovens por meio do Programa Jovem Cidadão  Seleção
Todos os 200 jovens foram escolhidos após seleção em 12 instituições: Projeto Sociocultural Fênix; Associação Cultural e Recreativa Amigos de Sussuarana; Instituto Nextel; Instituto Anísio Teixeira; Associação Beneficente Evangélica de Cajazeiras; Sociedade 1º de Maio de Novos Alagados; Cheche-Escola Viver Bem de Pirajá; Clube das Mães e Creche Escola Mundo Infantil; Centro de Defesa da Criança e do Adolescente da Bahia; Cidade da Luz; Nativo de Itapuã; Associação das Comunidades da Mata Escura e do Calabetão; e Associação Beneficente em Defesa da Comunidade de Tubarão de Paripe.

“Estamos oferecendo uma boa experiência empregatícia para os aprendizes e, em troca, vamos contar com mais qualidade no serviço prestado pelo Judiciário”, afirma o diretor da Diretoria de Recursos Humanos do Tribunal de Justiça, Claudinei Pereira.

A segunda seleção ocorre com em julho quando será aberto um novo edital, a ser publicado no site da Voluntárias Sociais. A previsão é que 600 jovens sejam contemplados pelo programa.

Após o término do contrato, o Serviço de Intermediação para o Trabalho (Sine Bahia) fará o encaminhamento dos jovens para novas oportunidades de empregos.

Para participar do Jovem Cidadão, os interessados devem estar em escolas públicas e terem uma renda familiar de até dois salários mínimos.

Com seis horas de trabalho por dia, os adolescentes terão direito a carteira assinada, um salário mínimo de R$ 556, vale-lanche de R$ 4,50, contrato de dois anos sem prorrogação e plano de saúde. Além disso, durante a permanência no Judiciário baiano os jovens irão ser capacitados com 400 horas-aulas sobre Ética e Cidadania, Informática, Empreendedorismo, orientações sobre os serviços do Tribunal, dentre outras disciplinas.

Sonho
Além de Felipe Silva, Valdenor Junior, 16 anos, morador de Castelo Branco, também vê no Tribunal de Justiça a possibilidade de melhorar a renda familiar, além de ajudar no investimento de sua profissionalização. “Minha mãe que me inscreveu no projeto, quando vi já estava participando da seleção. Estou muito feliz. Pretendo investir em minha educação, ajudar minha família e colocar uma parte do dinheiro na poupança”, conta ele, que mora numa casa com seis pessoas.

Moradora da Boca do Rio, com uma renda familiar mensal de R$ 750,00 e o sonho de tornar-se médica, Caroline Brandão, 17 anos, é outra jovem que foi beneficiado pelo Jovem Cidadão.

Estudante do terceiro ano do ensino médio no Colégio Estadual Thales de Azevedo, Caroline soube do Jovem Cidadão quando fazia um curso de capacitação de estágio, na Fundac, entidade que a encaminhou para fazer parte da seleção.

“Vou investir prioritariamente em minha educação. Quero fazer Medicina, então vou poder pagar um bom cursinho para me auxiliar”, planeja.

Texto: Rafael Brito / Fotos: Nei Pinto