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TJBA instala “banco vermelho”; objeto é símbolo de alerta permanente e de enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio
29 de janeiro de 2026 às 9:52
TJBA instala "banco vermelho"; objeto é símbolo de alerta permanente e de enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) instalou, na segunda-feira (26), o Banco Vermelho na área externa de sua sede, em Salvador, como símbolo de alerta permanente e de enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio. Durante o ato, a Desembargadora Nágila Maria Sales Brito, Presidente da Coordenadoria da Mulher do TJBA e do COCEVID, destacou o caráter simbólico e pedagógico da iniciativa, ressaltando que o enfrentamento ao feminicídio exige ações contínuas de prevenção, informação e articulação entre os Poderes e a sociedade civil.

“O Banco Vermelho tem essa cor porque simboliza o sangue de mulheres que foram mortas por pessoas que elas amavam, do seu círculo íntimo de convivência. Quando uma mulher morre, morre toda uma família junto. É o pior dos crimes. A gente tem que evitar”, declarou a magistrada. 

O Banco Vermelho é um projeto do Instituto Banco Vermelho (IBV), entidade brasileira, sem fins lucrativos e suprapartidária, que atua nacionalmente na prevenção da violência de gênero. Presente em mais de 16 estados brasileiros, com mais de 200 equipamentos instalados em todo o país, o IBV desenvolve ainda ações educativas, palestras, articulações institucionais e campanhas de conscientização, sendo também responsável pela marca “Feminicídio Zero, doada ao Ministério das Mulheres por meio de Acordo de Cooperação Técnica celebrado em 2024.

Em Salvador, o equipamento tem sido instalado em locais públicos de grande circulação, por iniciativa da Faculdade Maurício de Nassau (Uninassau), em parceria com a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude, contando com o apoio do Poder Judiciário baiano, e ficará exposto na sede do Tribunal de Justiça temporariamente.     

Prestigiaram o evento autoridades representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Secretaria de Segurança Pública – incluindo a Polícia Militar e a Polícia Civil -, da Secretaria de Políticas para Mulheres do Governo da Bahia, bem como entidades da sociedade civil comprometidas com a defesa dos direitos das mulheres e o enfrentamento à violência de gênero.

Texto publicado: Ascom TJBA