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Dia mundial da incontinência urinária: leia dicas sobre prevenção e tratamento

14 de março de 2018 às 20:08
Dia mundial da incontinência urinária: leia dicas sobre prevenção e tratamento

Em homenagem ao Dia Mundial da Incontinência Urinária, comemorado em 14 de março, o Médico da Diretoria de Assistência à Saúde (DAS) do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), Rogério Tourinho, dá dicas para magistrados e servidores sobre prevenção e tratamento.

A incontinência urinária – perda involuntária da urina pela uretra – é um distúrbio que atingem mais mulheres do que homens e pode aparecer em qualquer faixa etária. “Nos homens as principais causas são neurológicas, mas também podem acontecer lesões no mecanismo de continência nas cirurgias de próstata”, exemplifica o médico.

Existem três tipos de incontinência urinária: por esforço, por urgência e a mista. “É fundamental realizar o exame urodinâmico, onde será feita a verificação do tipo de incontinência para dar início ao tratamento”, ressalta.

Quanto aos tipos, o especialista explica que a incontinência por esforço é a mais comum. Ela é diagnosticada pela perda de urina na realização de qualquer esforço físico, desde um espirro a um levantamento de peso. Já a incontinência por urgência é causada, na maioria das vezes, por problemas neurológicos. Nesse caso, a pessoa sente uma vontade súbita de urinar e perde urina antes mesmo de chegar ao banheiro. A mista reúne os dois tipos de incontinência e a impossibilidade de controlar a perda de urina.

Segundo o médico, as causas são multifatoriais e não existem relações de idade com a pessoa que apresenta o quadro. “Perda do local anatômico correto da bexiga; excesso de peso; sedentarismo; menopausa; lesões no parto; cirurgias; diabetes; fatores neurológicos como Parkinson, AVC e esclerose lateral amiotrófica também são fatores causadores”, afirma.

Existem tratamentos clínicos e cirúrgicos para tratar da incontinência urinária, conforme explica o médico Rogério Tourinho. O tratamento clínico geralmente utilizado é a fisioterapia uroginecológica, onde são feitos exercícios para fortalecimento do assoalho pélvico e a conscientização sobre a forma adequada de urinar. “Essa fisioterapia tem excelentes resultados, se bem feita, e se houver colaboração da paciente”, disse.

Já no tratamento cirúrgico, um sling de uretra – uma espécie de tela – é colocado como suporte para reforçar os ligamentos que sustentam a uretra. “Em caso de incontinência por urgência ou mista, é interessante que antes seja corrigida a doença de base neurológica e sejam utilizadas as medicações próprias para evitar essa urgência”, indica.

Nos homens, dependendo do grau da incontinência, a fisioterapia pode ser utilizada. Em casos mais graves um esfincter artificial é colocado cirurgicamente. Como prevenção o médico recomenda a realização de exercícios físicos que fortaleçam a musculatura do assoalho pélvico; em situações de menopausa fazer a reposição hormonal correta; evitar cirurgias que possam agredir essa região; prestar atenção no parto e conversar com seu obstetra e ginecologista.

Texto publicado: Ascom TJBA