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II Encontro Nacional de Mulheres na Justiça Restaurativa inicia com reconhecimento do protagonismo feminino e lançamento da Revista Consenso  
18 de março de 2026 às 15:31
II Encontro Nacional de Mulheres na Justiça Restaurativa inicia com reconhecimento do protagonismo feminino e lançamento da Revista Consenso  

O Fórum Ruy Barbosa recebeu, nesta quarta-feira (18), a abertura do II Encontro Nacional de Mulheres na Justiça Restaurativa. Com participantes de todo o país, o evento segue até sexta-feira (20) com uma extensa programação que inclui painéis, apresentação de boas práticas e espaços de construção coletiva.  

O Presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), Desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, abriu o evento destacando protagonismo feminino na construção e no fortalecimento da cultura de paz no Brasil.  

“Sediar esse encontro nacional em Salvador não é apenas uma escolha geográfica, mas também o reconhecimento do papel de liderança que a Bahia exerce na construção de uma cultura de paz. Estar nesta capital, que é o berço do diálogo e da diversidade no nosso país, reforça que o Judiciário ganha sua verdadeira alma quando se propõe a restaurar e humanizar o sistema de justiça, conectando-se, diretamente, com a essência acolhedora do nosso povo”, destacou o Presidente.   

Clique para ver as fotos do evento   

Ainda durante a abertura, houve o lançamento da 7ª edição da Revista Consenso. O periódico reúne artigos que destacam as agentes e as iniciativas fundamentais para a consolidação da Justiça Restaurativa no país.   

“Esse encontro não foi pensado apenas como um espaço de celebração do que já foi feito, ele foi concebido, sobretudo, como um espaço de construção de outros sonhos para o futuro. Queremos que este seja um espaço de diálogo profundo, por meio do qual possamos pensar juntas novos caminhos, projetos e possibilidades de transformações efetivas da realidade”, pontuou a Desembargadora Joanice Maria Guimarães, Presidente do Núcleo de Justiça Restaurativa de 2º Grau do TJBA e uma das pioneiras no país na utilização de práticas restaurativas.   

 Leia a Revista Consenso aqui.    

A abertura contou, ainda, com a apresentação cultural da Filhas de Gandhy, primeiro afoxé feminino do Brasil.  

Com a realização da segunda edição, o TJBA torna-se o primeiro tribunal do país a sediar o evento. A primeira edição foi realizada na sede do Conselho da Justiça Federal (CJF), em Brasília. A Ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Maria Marluce Caldas, classificou a realização do encontro como “histórica”.   

“Falar de Justiça Restaurativa é falar de paz e de um trabalho iniciado e que continua com mulheres. Esse evento aqui na Bahia não é apenas um encontro, mas também um momento histórico, porque a Justiça Restaurativa veio para ficar e transformar a forma de pensar de juristas e de toda a sociedade”, declarou.   

A programação segue durante a tarde, na Arquidiocese de Salvador, com a palestra Liderança Feminina, que aborda o papel estratégico das mulheres na condução de políticas públicas e iniciativas restaurativas. Além disso, contém dois painéis: Questões de Gênero na Contemporaneidade, promovendo uma reflexão crítica sobre desigualdades estruturais e seus impactos no sistema de justiça; e Lugar da Mulher na Justiça Restaurativa na Visão Internacional, destacando experiências, trajetórias e desafios enfrentados por profissionais que atuam na área em outros países.  

Programação   

O segundo dia de Encontro Nacional das Mulheres na Justiça Restaurativa, também, acontecerá na Arquidiocese de Salvador. A programação conta com lançamento de livros, debates e apresentação de boas práticas restaurativas, valorizando experiências exitosas desenvolvidas em diferentes regiões do Brasil.    

Na sexta-feira (20), o encontro volta ao Fórum Ruy Barbosa. Pela manhã, os debates se concentram no fortalecimento da Justiça Restaurativa como política pública.   

À tarde, será realizada a plenária final com a leitura da Carta das Mulheres da Justiça Restaurativa, bem como ocorrerá o lançamento “História da Justiça Restaurativa na Bahia”, de autoria da Desembargadora Joanice Maria Guimarães de Jesus e de Cristiana Lopes de Oliveira Coelho. A obra retrata a trajetória, os marcos históricos e as experiências que consolidaram a Justiça Restaurativa no estado.