Para sensibilizar a sociedade sobre a adoção tardia, o Senado Federal realizou, na quinta-feira (29), a sessão especial do 4º Prêmio Adoção Tardia – Gesto Redobrado de Cidadania. A Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) do Judiciário baiano, representada pelo Desembargador Salomão Resedá, esteve presente no evento, no qual o baiano Alexandre Hank, pai solo de quatro crianças, foi homenageado por sua trajetória no campo da adoção.
Criada pela Resolução nº 17/2021, a premiação reconhece pessoas e instituições que se destacam na luta pela adoção de crianças e adolescentes que já passaram da primeira infância (geralmente acima dos três anos de idade) e, por isso, enfrentam maiores obstáculos para serem acolhidos por uma família. O Desembargador Salomão Resedá destaca que a iniciativa tem o potencial de inspirar mais pessoas a se engajarem na causa da adoção tardia.
“O Tribunal baiano vem dando visibilidade nacional ao trabalho que realiza em prol da adoção tardia. Neste ano, o reconhecimento é direcionado a Alexandre, que protagonizou um caso emblemático. Os depoimentos apresentados na tribuna do Senado reforçam o valor da adoção, seja ela tardia ou não. Independentemente da idade, quando uma criança ou um adolescente é acolhido por uma família, responde com afeto e capacidade de amar”, afirmou o magistrado.
Confira o depoimento do Desembargador na íntegra:
A sessão solene, realizada em Brasília, foi conduzida pelo Senador Fabiano Contarato, idealizador do prêmio, e reuniu autoridades, parlamentares, representantes da sociedade civil e famílias que vivenciam a experiência transformadora da adoção tardia. Na ocasião, o Senador Anderson Coronel destacou a atuação do Desembargador Salomão Resedá na defesa dos direitos da infância e da juventude na Bahia.
“Quero cumprimentar o Desembargador Salomão, que, quando atuava no 1º Grau do Tribunal de Justiça da Bahia, já se dedicava a essa causa tão delicada, que é a infância e a juventude. Parabéns, Desembargador, que inclusive foi agraciado aqui no Senado no ano passado. É um exemplo de homem da Justiça baiana e brasileira”, declarou o Senador.
Alexandre Hank recebeu o prêmio das mãos do Desembargador Salomão, que integrou a Mesa de Honra e participou da entrega das homenagens. Em seu discurso, Hank destacou o amor e o compromisso envolvidos na decisão de adotar quatro irmãos que se enquadram na modalidade da adoção tardia: João Rank (14 anos), Jailton Rank (12), Ailton Rank (11) e João Carlos Caetano Rank (6).
“Não vou romantizar dizendo que é fácil, porque não é. Ser um pai solo que precisa cuidar dos filhos, trabalhar, educar e, principalmente, transmitir valores morais e formar o caráter deles não é fácil no mundo em que vivemos hoje. O mais difícil, para mim, é ensinar que devemos ser amados e que tudo o que precisamos é amor”, expressou Alexandre Hank.
Cabeleireiro em Salvador, Alexandre Hank se habilitou no Sistema Nacional de Adoção, por meio do qual a Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ), em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), conduz os trâmites legais do processo adotivo.
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