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Alienação parental e guarda compartilhada

19 de agosto de 2009 às 18:46

Um debate sobre a síndrome da alienação parental e a guarda compartilhada começou há pouco no Salão de Casamentos do Fórum Ruy Barbosa, após a exibição do documentário “A Morte Inventada”, desenvolvido pela ONG Associação de Pais e Mães Separados (Apase), que mostra os problemas que surgem após uma separação conjugal mal conduzida, com o relato de pais, filhos e profissionais do Direito e Psicologia.

Antes do início do debate, o juiz Raimundo Gomes dos Santos, da 6ª Vara de Família, explicou que a alienação parental se configura quando um dos pais, depois da separação, cria dificuldades de relacionamento entre o filho e o outro genitor, gerando uma imagem errada do ex-cônjuge e incitando na criança um sentimento de aversão.

“Se ficar provado esse comportamento, o responsável pode perder a guarda, já que a criança chega a desenvolver traumas para a vida toda, que interferirão em seus relacionamentos”, disse.

Ao falar sobre a guarda compartilhada, que tem legislação nova (Lei 11.698/08), o magistrado afirmou que o que se busca é o bem estar da criança e que os pais, nesse contexto, devem dividir as tarefas na educação do filho e participar juntos de sua formação.

A mesa de debates é formada pelo juiz Alberto Raimundo Gomes dos Santos, o presidente da ONG Apase, Analdino Rodrigues Paulino Neto, a psicóloga e professora Kallila Barbosa e a advogada Bernadeth Cunha. Entre os convidados estão juízes, advogados, promotores e defensores públicos da área de família, além de estudantes.