Mais de R$ 72 milhões já foram recuperados de organizações criminosas na Bahia, neste ano. O dado foi divulgado pelo Juiz titular da Vara de Organização Criminosa de Salvador, Waldir Viana, na abertura do Encontro Técnico da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim) e da Rede Nacional de Recuperação de Ativos (Recupera), realizada na manhã desta terça-feira (12), em Salvador.
O encontro segue até sexta-feira (15), no Senai/Cimatec, e tem como objetivo fortalecer o enfrentamento ao crime organizado no Brasil. O principal destaque é a recuperação de ativos, por meio do aperfeiçoamento das etapas de identificação, localização, apreensão, administração e destinação de bens vinculados a práticas ou ao financiamento de infrações penais.
O Presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), Desembargador José Rotondano, compôs a mesa de abertura do evento. “Estamos juntos no propósito de servir à sociedade, de mostrar o poder que tem o Estado no combate às organizações criminosas”, salientou.



O Juiz Waldir Viana acrescentou que a recuperação de ativos ligados à atividade ilícita não apenas enfraquece os infratores, mas ajuda a fortalecer as estruturas legais. “Os recursos são reinvestidos no equipamento das forças de segurança para um melhor enfrentamento desse problema”, explicou. “Acredito que, até o fim do ano, vamos passar de R$ 100 milhões recuperados do crime organizado.”
Além de integrantes do Poder Judiciário — com destaque para magistrados que atuam em Varas Especializadas no tema —, o evento reúne representantes dos Grupos de Recuperação de Ativos e Lavagem de Dinheiro (GRALs), da Polícia Federal, e dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECOs), vinculados aos Ministérios Públicos Estaduais.
Promovido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública em parceria com a Polícia Civil da Bahia, o TJBA e o Ministério Público do Estado, entre outros órgãos, o evento visa fomentar a integração e o intercâmbio de experiências entre os titulares das Unidades de Recuperação de Ativos das Polícias Civis das 27 unidades da Federação e das Unidades Especializadas no Combate ao Crime Organizado.
“O dinheiro é a fonte de tudo”, destacou o supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF) do TJBA, Desembargador Geder Luiz Rocha Gomes. “Então, um evento como este, que trabalha na ideia da recuperação dos ativos, no monitoramento do fluxo de capitais do crime, atinge o coração da criminalidade”.



A Desembargadora responsável pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal baiano, Nágila Brito, a Desembargadora Soraya Moradillo e o Juiz Paulo Roberto Santos de Oliveira, da Vara de Auditoria Militar, também estavam presentes na abertura do Renorcrim.