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Projeto Pai Presente realiza novas audiências de reconhecimento de paternidade

15 de agosto de 2013 às 16:30

Projeto Pai Presente realiza novas audiências de reconhecimento de paternidade  Projeto Pai Presente realiza novas audiências de reconhecimento de paternidade  Projeto Pai Presente realiza novas audiências de reconhecimento de paternidade  Projeto Pai Presente realiza novas audiências de reconhecimento de paternidade  Durante esta quinta-feira (15/8), 106 audiências de conciliação do Projeto Pai Presente, realizado pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), foram agendadas para o Fórum das Famílias. Na presença de um conciliador, mãe, filho e suposto pai decidem pela declaração espontânea de paternidade ou pela realização do exame de DNA.

Maurício dos Santos Silva, 23 anos, não pensou duas vezes, reconheceu espontaneamente o pequeno Adryel, de 3 anos, como seu filho. A criança foi fruto de um relacionamento rompido logo depois do início da gravidez. “Separamos sem saber que Alexandra, a mãe de Adryel, estava grávida, mas eu não tinha dúvida de que era meu filho, por isso, dispensei o exame. Agora quero estar mais presente e ajudar na educação dele”, declara Maurício.

Para que Adryel tenha o nome do pai no registro civil e seus direitos de filho constituídos será fácil. Os pais já deixam o fórum de posse do Termo de Audiência, que tem efeito de Mandado de Averbação. A etapa seguinte, inclui o comparecimento do pai ao Cartório em que a criança foi registrada, para, de posse dos documentos, efetivar o registro da paternidade.

Já Joice da Silva Alves terá que aguardar cerca de 30 dias, quando será convocada para retornar à audiência de abertura do exame de DNA. O suposto pai de Maria Clara forneceu material genético que será analisado, junto ao sangue de mãe e filha, para verificação da paternidade da criança.

Sérgio Andrade dos Santos, de 43 anos, também vai aguardar o resultado do exame de DNA, que busca a reconstrução do material genético do pai, falecido há 34 anos. O tio paterno de Sérgio, Vivaldo Soares Alonso, concordou em fazer o exame de DNA para ajudar o sobrinho a fazer o resgate da sua identidade paterna. “Meus pais viviam juntos, tiveram dois filhos, mas o alcoolismo e depois a cirrose forcaram a separação dos dois. Minha mãe foi sozinha ao cartório para nos registrar, mas até hoje sinto falta de ter o nome de meu pai nos meus documentos”, confessa Sérgio.

O processo de reconhecimento de paternidade viabilizado pelo Projeto Pai Presente começa em uma unidade de atendimento do Balcão de Justiça e Cidadania ou em um Cartório de Registro Civil do TJBA, em que a mãe ou filho (em qualquer idade) de posse de documentos de identificação e comprovante de residência, apontam o suposto pai. Após isso, a equipe que trabalha no projeto, entra em contato com as partes para agendar a audiência.

O Provimento n° 12 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instituiu o Projeto Pai Presente em 2010, com o objetivo primordial de identificar a paternidade de crianças e adultos e garantir que, após a comprovação por meio de material genético, os pais assumam as responsabilidades com os seus filhos, inclusive dando-lhes o sobrenome no Registro Civil.

Inicialmente executado pela Corregedoria-Geral de Justiça do Estado da Bahia (CGJ), atualmente o Pai Presente é vinculado à Presidência do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), por meio da Assessoria Especial para Assuntos Institucionais (AEP II), e é coordenado pelo juiz Alberto Raimundo Souza. O Judiciário baiano já realizou mais de 1700 audiências de reconhecimento de paternidade em dois anos de existência.

Clique aqui e saiba mais sobre o Pai Presente.

Texto: Laís Nascimento – Agência TJBA de Notícias / Fotos: Priscila Felipe