O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) iniciou as atividades da Semana da Memória 2026, com ações voltadas a refletir sobre os impactos da Guerra de Canudos, cuja deflagração ocorreu há 130 anos.
Estruturada pela Comissão da Memória, a programação é composta por feira literária, exposição fotográfica e terá como ponto alto uma palestra de encerramento na sexta-feira (15), quando especialistas abordarão a importância histórica do Arraial de Canudos e como as lutas travadas em 1896-1897 permeiam o país até os dias atuais.
Os palestrantes são o subprocurador-geral da República Augusto Aras (neto do escritor José Aras, autor de obras sobre a Guerra de Canudos); o professor José Nilton, membro da diretoria do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia; e o Desembargador Cássio Miranda, presidente da Comissão de Memória do TJBA.
Canudos foi o palco onde a recém-nascida República enfrentou o “povo do sertão”, e valorizar aquele momento histórico alerta para a importância de o Estado voltar-se para questões sociais.
A primeira favela brasileira, por exemplo, foi fundada por soldados do Exército que, ao regressarem para o Rio de Janeiro após lutarem na guerra, não tinham condições financeiras de sustentar uma moradia digna na então capital do país. Eles construíram casas no alto dos morros e a elas deram o mesmo nome da planta espinhosa que conheceram no sertão baiano durante os combates.
Programação da Semana de Canudos 2026:
Exposição fotográfica do Museu da República: de 11/5 a 15/5, no salão de entrada do TJBA.
Feira Literária: de 11/5 a 15/5, na Praça de Serviços.
Palestra com especialistas: dia 15/5, das 13h às 18h, no Auditório Desembargadora Olny Silva.
A realização da Semana da Memória atende à Resolução nº 316/2020, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu o Dia da Memória do Poder Judiciário, bem como orienta os tribunais a promoverem atividades voltadas à valorização da história institucional, com a participação de especialistas de áreas como História, Museologia, Arquivologia e Biblioteconomia.