Encontro no TJBA dá voz a histórias de resistência e visibilidade lésbica 

Encontro no TJBA dá voz a histórias de resistência e visibilidade lésbica 

Histórias, afetos, arte e representatividade deram o tom do evento “Vozes que ecoam: visibilidade, memória e resistência lésbica”, promovido pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), na tarde dessa quinta-feira (6), em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, celebrado em 29 de agosto. O encontro refletiu sobre os desafios, as conquistas e a importância de ampliar os espaços de diálogo e reconhecimento da população lésbica. 

Uma iniciativa da Comissão para a Promoção da Igualdade e Políticas Afirmativas em Questões de Gênero e Orientação Sexual (COGEN), o evento inspirou-se na obra “Vozes que Ecoam”, de Keila Simpson, importante ativista na defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+. 

Ao abrir o encontro, a presidente da COGEN, Juíza Maria Angélica Alves Matos, ressaltou a importância de o Poder Judiciário ouvir diferentes vivências para oferecer um atendimento cada vez mais acolhedor e respeitoso. “É importante que haja uma conversa com a sociedade, para que ela nos ensine o que é ser LGBT e como atendê-la, de modo que possamos estreitar esse laço”, afirmou.  

A programação começou com a exibição do curta-metragem “O que você é sai por todos os lados”. Premiada, neste ano, no XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema, a produção foi dirigida e idealizada por Larissa Lacerda, que participou do encontro compartilhando com o público reflexões sobre as narrativas e a representatividade lésbica no audiovisual. 

A literatura também ganhou espaço com a realização do Sarau Literário “Vozes que Ecoam”, dedicado à valorização e à celebração da produção de autoras lésbicas. Na oportunidade, a escritora Isis Caroline, uma das autoras da obra “Vozes que Ecoam: do silêncio à palavra”, falou sobre o processo criativo e a construção do livro. “Esse material fala de afeto, de luta e da nossa história. Ele vai além da poesia, ele destrincha o que significa amar outras mulheres”, explicou. 

Na plateia, o sentimento era de pertencimento. Para Jéssica Santana, de 36 anos, o encontro representa um passo importante para a construção de instituições mais abertas ao diálogo e à diversidade. “Foi maravilhoso trazer essa pauta para o Tribunal de Justiça. Que cada dia mais a gente encontre força e acolhimento nas instituições”. 

Mais do que promover espaços de diálogo, iniciativas como essa reforçam o comprometimento do TJBA com uma Justiça que acolhe a diversidade, valoriza diferentes histórias de vida e contribui para a construção de uma sociedade mais inclusiva e respeitosa.