Comarca de Iguaí realiza 31 sessões do Tribunal Júri em apenas seis meses 

Comarca de Iguaí realiza 31 sessões do Tribunal Júri em apenas seis meses 

A Comarca de Iguaí, no sudoeste baiano, alcançou a marca expressiva de 31 sessões do Tribunal do Júri realizadas de fevereiro a agosto de 2026. Os números demonstram o esforço do Poder Judiciário em dar uma resposta mais eficiente à sociedade em casos que envolvem crimes dolosos contra a vida. 

Entre os processos levados a júri popular ao longo desses seis meses, um datava de 1998, e três, de 1999. A ampliação do número de sessões, impulsionada pelo projeto TJBA Mais Júri, possibilitou dar andamento a processos antigos e ampliar a quantidade de julgamentos na comarca, que abrange os municípios de Iguaí, Ibicuí e Nova Canaã, totalizando cerca de 50 mil habitantes na jurisdição.  

Em uma das sessões, o Tribunal do Júri condenou um réu a 70 anos de reclusão pelo homicídio qualificado de duas jovens e o estupro de uma delas. O crime ocorreu em agosto de 2002, na zona rural de Nova Canaã, e o processo só foi julgado em fevereiro de 2026. 

“O processo demorou 23 anos após o crime para ser julgado. Eu me impressionei no dia do júri porque achava que não ia aparecer ninguém no fórum, mas as famílias das duas vítimas estavam lá em peso. A população tem comparecido às sessões”, afirma o Juiz Diogo Souza Costa, titular da Vara Criminal desde novembro do ano passado. 

Até dezembro, mais 15 júris estão agendados na Comarca de Iguaí. Com isso, são 46 sessões previstas até o fim de 2026. 

TJBA Mais Júri – O projeto surgiu como uma resposta à necessidade de agilizar o julgamento dos crimes dolosos contra a vida e está em sua terceira edição, instituída pelo Decreto Judiciário nº 353/2026.  

No Tribunal do Júri, o julgamento cabe ao Conselho de Sentença, formado por sete jurados sorteados entre pessoas do povo, que decidem pela condenação ou absolvição do réu. Um juiz preside a sessão e aplica a pena, de acordo com o previsto no Código Penal.