Para celebrar as oito décadas do julgamento dos líderes do regime nazista, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) promove, nesta quinta-feira (1º), o evento “80 Anos do Tribunal de Nuremberg”. A atividade contará com uma palestra de George Legmann, sobrevivente do Holocausto e um dos raros bebês nascidos em um campo de concentração na Alemanha.
O evento será sediado no Auditório Desembargadora Olny Silva, a partir das 14h. Magistrados(as), servidores(as), estudantes(as) e demais pessoas interessadas podem participar das discussões. Para receber o certificado de participação, realize a inscrição prévia pelo sistema SIEC/Unicorp.
Para Legmann, é fundamental manter viva a história do Holocausto, sobretudo entre os jovens, que devem assumir a bandeira de defesa dos direitos humanos. “Precisamos conhecer tudo o que aconteceu, para que nunca mais se repita com nenhum povo”, afirma.
Judeu de origem romena, George Legmann nasceu no campo de concentração de Dachau, na Alemanha nazista, e é considerado um dos últimos sobreviventes do Holocausto. Desde os 16 anos, vive no Brasil e, hoje, dedica parte da rotina a combater o antissemitismo e defender os direitos humanos.
O evento “80 Anos do Tribunal de Nuremberg” visa preservar a memória dos crimes cometidos pelo regime nazista, reforçar a importância da defesa dos direitos humanos e promover a reflexão sobre o papel da Justiça diante de graves violações. Além de George Legmann, o advogado Flávio Leão Bastos, pós-doutor em Direitos Humanos, integra a programação do encontro.
Também será possível acompanhar, virtualmente, pelo YouTube, no canal do Poder Judiciário do Estado da Bahia.
O Julgamento
Entre 20 de novembro de 1945 e 1º de outubro de 1946, a cidade alemã de Nuremberg sediou uma série de julgamentos que entraria para a história jurídica universal. Na ocasião, o Tribunal Militar Internacional, criado pelos países vencedores da Segunda Guerra Mundial, julgou 22 líderes do regime nazista. Alguns réus admitiram os crimes, enquanto a maioria alegou ter apenas cumprido ordens de autoridades superiores. Ao final, 19 foram condenados.