Violência no futebol: TJBA promove cultura de paz no ambiente esportivo por meio de capacitação 

Violência no futebol: TJBA promove cultura de paz no ambiente esportivo por meio de capacitação 

Com o objetivo de capacitar torcedores e membros de instituições esportivas para atuar como facilitadores na busca de soluções para conflitos e situações de violência, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) promoveu o curso “Formação de Facilitadores em Justiça Restaurativa: Círculos de Construção de Paz Não Conflitivos e Conflitivos – Violência no Futebol”. O treinamento começou no dia 21 de outubro e foi encerrado nesta quinta-feira (29).  

O curso teve como público-alvo integrantes das principais torcidas organizadas do estado: Bamor, do Esporte Clube Bahia, e Os Imbatíveis, do Esporte Clube Vitória. Também foram convidados representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, do Batalhão Especializado de Policiamento de Eventos (Bepe/PMBA), da Federação Bahiana de Futebol, do Esporte Clube Bahia e do Esporte Clube Vitória. 

Os alunos participaram de atividades que estimularam a ética, a escuta, o diálogo e a prevenção e transformação de conflitos. Com base nos princípios da Justiça Restaurativa, a ação foi conduzida por meio de Círculos de Construção de Paz, metodologia que valoriza o diálogo como ferramenta para identificar e desarmar possíveis fatores de risco antes que se transformem em confrontos. 

A formação foi ministrada pela equipe docente composta pela Juíza Maria Fausta Cajahyba Rocha, titular da 5ª Vara da Infância e Juventude de Salvador, e pelos facilitadores Expedito Carlos Lopes e Jaklane de Souza Almeida, respectivamente, servidores do TJBA (aposentado) e do Tribunal de Justiça do Espírito Santo.  

O principal objetivo da iniciativa é ampliar e perpetuar ações de conscientização e prevenção em diferentes setores esportivos. “Quando a gente fala de construir paz, não é só uma utopia. Para o cidadão, isso pode refletir na transformação de cada pessoa. Quem foi alcançado por essas práticas restaurativas vai reverberar isso lá na frente”, afirma a Juíza Fausta Cajahyba.  

A proposta da formação inclui uma segunda etapa, em que os participantes, já qualificados, deverão realizar cinco Círculos de Construção de Paz no prazo de seis meses. As atividades serão realizadas sempre em dupla. 

Justiça Restaurativa  

A Justiça Restaurativa busca transformar o conflito por meio do diálogo, da participação ativa dos envolvidos, da responsabilização ativa e voluntária e da reparação dos danos. A proposta busca fortalecer vínculos, estimular a empatia, reparar danos, responsabilizar os envolvidos, prevenir novos conflitos e promover uma cultura de paz. 

A Desembargadora Joanice Guimarães, que presidiu o Núcleo de Justiça Restaurativa de 2º Grau do TJBA até se aposentar, no início de outubro, participou do último dia do curso.