Professor, desembargador, membro da Academia de Letras da Bahia, e acima de tudo, homem de bem e referência para as gerações de juristas e baianos que aprendem nas suas lições como fazer valer a Justiça.
Por tudo isso, a saudade ao amigo e acadêmico Gerson Pereira dos Santos levará à sede da Academia de Letras da Bahia, em Nazaré, seus alunos, familiares e admiradores, no dia 15 de maio (quinta-feira), 17 horas.
A sessão especial terá como orador o acadêmico João Eurico Matta, cuja missão, nada fácil para falar sobre história tão intensa, será aplicar todo o poder de síntese possível, do seu nascimento, de 1932, até este ano.
Entre as heranças do professor Gerson, estão Inovações do Código Penal, de 1988; Do passado ao futuro em Direito Penal, em 1991; Aquelas noites tristes de exílio, de 2003; e Do Castelo de Axé ao Condado de Hécate, 2008.
Gerson Pereira dos Santos foi eleito para a ALB em 11 de setembro de 1991 e tomou posse em 28 de novembro do mesmo ano. Ocupava a cadeira número 32 da academia, até sua morte, em 5 de março de 2014.
Gerson nasceu em Mata de São João, Região Metropolitana de Salvador, em 29 de fevereiro de 1932. Fez o curso primário lá mesmo em Mata de São João e o secundário no Colégio da Bahia.
Formou-se em Direito e migrou para o Sul do País, onde deu sua contribuição à comunicação, ao participar da organização da principal premiação do jornalismo brasileiro, até hoje, o Prêmio Esso.
De volta à Bahia, foi professor de Direito Penal e Criminologia da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, entre 1975 e 1979. Tornou-se desembargador em 1978.
Vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, entre 1982 e 1984, no período de redemocratização do país, Gerson Pereira dos Santos foi presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, entre 1988 e 1989.
Gerson Pereira dos Santos teve seu saber reconhecido em universidades do exterior, como em Coimbra, Portugal, onde fez pós-graduação, e obteve certificado de mérito em Cambridge.