“Acabamos de ter duas práticas socioambientais reconhecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no Banco de Boas Práticas e isso é uma demonstração inequívoca do cuidado do Poder Judiciário da Bahia com o meio ambiente”. A declaração do Presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), Desembargador José Rotondano, feita na abertura da 10ª Feira da Sustentabilidade, sintetiza o compromisso da Corte baiana com a pauta ambiental. O evento, realizado na praça de serviços do edifício-sede do Tribunal, segue até amanhã (12), reunindo iniciativas voltadas à sustentabilidade, à economia circular e à conscientização ambiental.
Promovida pelo Núcleo Socioambiental e pela Assessoria de Ação Social, a feira tem sido marcada por atividades educativas, exposições, ações de reciclagem e valorização de práticas sustentáveis. Entre os destaques da programação estiveram o Ajuri Poético, com a escritora indígena Gleice Ferreira, e o lançamento do livro “Global Mangue: Anais do Fórum Internacional de Educação Ambiental em Áreas de Manguezais”, com a participação do Desembargador Raimundo Nonato Braga, representante do Judiciário baiano no evento que gerou o livro.
A COPPA Polícia Ambiental participou da programação com exposição de animais taxidermizados e atividades educativas do projeto Mão-na-Cobra, voltadas à conscientização ambiental e à preservação da fauna. O público acompanhou, também, a atividade “Aves de Rapina: Técnicas de Falcoaria aplicada ao controle ecológico”, realizada pela Spizaetus Ambiental.
A Presidente do Núcleo Socioambiental do TJBA, Desembargadora Maria de Fátima Carvalho, destacou a importância da mobilização em torno da causa ambiental. “Estamos aqui apresentando ao público todo o material que é possível reciclar, para que não sejam encaminhados ao lixo normal e jogados na natureza. Nosso objetivo é que a população pense no meio ambiente como um todo”, afirmou.
A Feira reúne, ainda, campanha de descarte responsável de medicamentos vencidos ou fora de uso, com posto de coleta no balcão da Trocamed; exposição da artista Rafaela Anjos, que apresenta mosaicos produzidos com papel reaproveitado; iniciativas e instituições voltadas à sustentabilidade e à preservação ambiental como Projeto Tamar, Humana Brasil, Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional, Neoenergia Coelba e Meliponário Meldoyá, com exposição de abelhas sem ferrão.
Os visitantes também encontram expositores de alimentos naturais e orgânicos, cosméticos artesanais, móveis sustentáveis, brechós, plantas e flores, o projeto Bahia que Produz e Alimenta, voltado à agricultura familiar, além da Feira de Artesanato da Bahia, promovida pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE).
Para Maria Paula Blumetti, coordenadora da Assessoria da Ação Social, “discutir sustentabilidade é uma pauta mundial dos novos tempos e o TJBA não pode se furtar disso. Não é à toa que o Núcleo Socioambiental está aí ganhando força com cada vez mais ações”.
O reconhecimento mencionado pelo Presidente do TJBA refere-se à seleção, pelo CNJ, de duas iniciativas socioambientais da Corte baiana — o Projeto Cidadão Semente e a Ação Lona: Implementação de Prática de Economia Circular — para o Banco de Boas Práticas do Poder Judiciário. As ações também concorrem ao Prêmio Juízo Verde 2026.
Saiba mais sobre as práticas reconhecidas.












