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Roda de Conversa em Ilhéus destaca necessidade de dar visibilidade à violência doméstica e buscar soluções; programação inclui mutirão de audiências 

22 de julho de 2026 às 16:16
Roda de Conversa em Ilhéus destaca necessidade de dar visibilidade à violência doméstica e buscar soluções; programação inclui mutirão de audiências 

O Fórum Epaminondas Berbert de Castro, em Ilhéus, sediou a Roda de Conversa “Entre Nós”, com o tema “Quando o lar machuca: conversando sobre violência, direitos e recomeços”, que integra o Projeto “Justiça em Território – Presença que Transforma”. 

Uma ação gratuita e aberta à comunidade, que busca fortalecer a rede de proteção ao público feminino, reuniu especialistas nesta quarta-feira (22) para debater com a população a proteção, o acolhimento, o acesso à Justiça e os caminhos de reconstrução para vítimas de violências. 

O Presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), Desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, declarou, durante a abertura do encontro, que o propósito é levar o Judiciário às comunidades. “Pretendemos demostrar que queremos estar perto da população, praticar ações tirando pessoas da invisibilidade com nosso apoio, além de demostrar também que nós magistrados e servidores queremos cuidar da sociedade como prestadores de serviço que somos”, afirmou. 

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A Presidente da Coordenadoria da Mulher, Desembargadora Nágila Brito, salientou que mais uma vez o Tribunal vai ao encontro com os jurisdicionados. “O que gostaríamos de passar é que a mulher nunca pense que está sozinha, sempre procure ajuda. Além dessa configuração de uma conversa entre nós, temos também o estande com o serviço de nossa Coordenadoria ensinando, especialmente, como utilizar o aplicativo do TJBA Zela para pedir a medida protetiva, tão importante hoje em dia, pois estamos aqui por todas vocês”, destacou.  

“Todos que têm acesso a essas informações saem com outro olhar. É um evento produtivo, com palestras que abordaram constelação familiar, círculo de Paz, um embate rico entre autoridades e público geral”, salienta a advogada Carolina Cajueiro. 

A Juíza Sandra Magali Mendonça, titular da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Ilhéus, foi uma das participantes. “Os números extrapolam a normalidade e, também, a compreensão, inclusive por se tratar do mundo moderno em que vivemos, no qual se busca igualdade de direitos”. 

Também presente, o Juiz da 1ª Vara da Família e Sucessões de Ilhéus, Helvécio Giudice de Argôllo, ressaltou que a promoção de debates é essencial para que ataques aos direitos das mulheres não sejam naturalizados.    

Mutirão de audiências – Ainda no Fórum Epaminondas Berbert de Castro, em Ilhéus, foi realizado o mutirão de audiências “Maria da Penha em Foco”, com a finalidade de agilizar a tramitação de processos relacionados à violência doméstica e familiar contra mulheres em curso nas Varas Criminais de Ilhéus. 

A Juíza Ana Cláudia de Jesus Souza, titular da 2ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Salvador, e a Juíza Marina Torres Costa Lima, titular da 2ª Vara Criminal da Comarca de Paulo Afonso, foram designadas para atuar no mutirão. 

“Dar celeridade a essa temática, que tem sido vista nos instrumentos de mídia, seja TV, jornal ou rádio, falando dos feminicídios, das agressões contra as mulheres, é de grande importância”, destacou a Juíza Ana Clara de Jesus Souza, lembrando que a causa necessita de soluções céleres na medida do possível. “Esses processos, que tanto amarrotam o Judiciário e influenciam a vida da sociedade, merecem toda essa atenção”, concluiu. 

A iniciativa reforça o compromisso do Tribunal de Justiça da Bahia com a proteção das mulheres em situação de violência e com a efetividade da Lei Maria da Penha, priorizando uma resposta judicial mais ágil e eficiente.  

Roda de Conversa em Ilhéus destaca necessidade de dar visibilidade à violência doméstica e buscar soluções; programação inclui mutirão de audiências 
Texto publicado: Secom TJBA