Mutirão de Audiências Criminais profere 110 sentenças em três dias de atuação em Luís Eduardo Magalhães 

Mutirão de Audiências Criminais profere 110 sentenças em três dias de atuação em Luís Eduardo Magalhães 

O Mutirão de Audiências Criminais em andamento na Comarca de Luís Eduardo Magalhães alcançou a marca de 146 audiências nos três primeiros dias de atividades. Desse total, 110 processos já tiveram sentença proferida, o que representa 75,3% das audiências realizadas. Outras 18 audiências foram convertidas em diligência (12,3%) e 18 foram redesignadas (12,3%). 

Os números evidenciam a produtividade da força-tarefa, que começou na segunda-feira (27) e segue até o dia 7 de agosto. Ao longo de dez dias de atuação, estão previstas 476 audiências, entre elas quatro sessões do Tribunal do Júri. A mobilização reúne 15 magistrados que atuam, simultaneamente, em dois turnos diários. 

“Mais do que números, essas 110 sentenças representam processos de grande impacto social concluídos; partes que têm, finalmente, uma resposta do Judiciário, reafirmando o compromisso do TJBA, por meio da sua Presidência, com uma Justiça mais próxima e mais rápida para a população”, pontua o Juiz Matheus Oliveira, coordenador do Núcleo de Saneamento instituído pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) com o propósito de apoiar as unidades judiciais de primeiro grau na gestão do acervo processual. 

O Mutirão de Audiências em Luís Eduardo Magalhães é fruto de uma mobilização interinstitucional entre o Poder Judiciário, os demais órgãos do sistema de justiça, a administração municipal e as forças de segurança, de modo a garantir a tramitação célere dos processos e as condições necessárias à realização das audiências. 

“A equipe de magistrados e servidores da Secretaria Judiciária está fazendo o máximo esforço, para que as audiências ocorram de forma fluida e célere, primando pela finalização do processo com a prolação das sentenças. É o Tribunal levando a justiça à população, alcançando o cidadão e levando a pacificação social”, destaca a coordenadora da Secretaria Virtual, Marielle Ferreira. 

Condenação por injúria racial 

Em audiência realizada durante o mutirão, o Juízo da Vara Criminal de Luís Eduardo Magalhães condenou Diogo Helson Oliveira a 1 ano e 4 meses de reclusão, além do pagamento de 13 dias-multa, pelo crime de injúria racial praticado contra uma guarda civil municipal. Na sentença, o Juiz Fabiano Freitas Soares fixou, também, 9 meses de detenção pelos crimes de lesão corporal e desacato, e absolveu o réu da acusação de resistência.

A pena será cumprida em regime inicial aberto, como previsto no Código Penal para os casos em que o condenado não é reincidente e cuja pena é igual ou inferior a 4 anos. 

O fato ocorreu no dia 19 de março de 2022, nas dependências de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Segundo a denúncia, o réu desacatou guardas civis municipais no exercício de suas funções; ofendeu a honra da agente A.M.S.S.F. com referências à cor da pele; desferiu um golpe de capacete que atingiu o olho esquerdo da vítima; e resistiu, mediante violência, ao cumprimento da prisão. 

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