Com o intuito de fortalecer a proteção e a garantia de direitos de crianças e adolescentes, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) informa que o Município de Ilhéus está com inscrições abertas para pessoas interessadas em participar do Serviço de Acolhimento Familiar. O cadastramento segue até o dia 31 de dezembro de 2026 e pode ser feito pelo seguinte link: https://forms.gle/Hw5DjQRiVkouBqb98.
O serviço consiste no acolhimento provisório e excepcional de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por meio de medida judicial, em residências de famílias previamente cadastradas, selecionadas e capacitadas.
“A Família Acolhedora é uma alternativa humanizada ao acolhimento. O serviço oferece rotina personalizada, atenção focada e colo protetor”, afirma a Juíza da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Ilhéus, Sandra Magali Brito Silva Mendonça.
Esse tipo de acolhimento não se trata de adoção, mas, sim, de uma medida temporária e excepcional cujo objetivo é garantir um cuidado individualizado, afeto e desenvolvimento integral, de modo a evitar a institucionalização em abrigos tradicionais.
Para se tornar uma família acolhedora, é necessário atender aos seguintes requisitos:
“A grande importância da família acolhedora é permitir que, mesmo em um momento de dor e afastamento, a criança não perca a experiência de ser cuidada em um ambiente familiar”, destaca a Desembargadora Andrea Paula Matos de Miranda, Coordenadora da Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) do TJBA.
Papel do Judiciário
O Poder Judiciário exerce papel fundamental na garantia dos direitos de crianças e adolescentes durante todo o processo de acolhimento. Cabe ao magistrado analisar cada caso, expedir a guia de acolhimento, acompanhar a situação da criança ou do adolescente pelo Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) e fiscalizar a adequada execução da medida protetiva.